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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Mais uma vez a arbitragem!

Teorias de conspiração à parte, a arbitragem brasileira vai de mal a pior. O episódio ocorrido na partida Santos 3x2 Corinthians, beira o escândalo de tão primários que foram os três erros em um mesmo lance, com os impedimentos não marcados contra o Timão. Sim, o clube que todos dizem que só ganha com a ajuda da arbitragem. Balela de torcedores neuróticos que sempre acham que o seu clube é prejudicado e os outros beneficiados.

O presidente da CBF, José Maria Marin, que ao contrário de seu antecessor coloca a cara para bater nos momentos em que é cobrado, agiu rápido e, além de afastar o bandeira Emerson Augusto de Carvalho, destituiu do cargo o presidente da Comissão Nacional de Arbitragem (Conaf), Sérgio Correa, e para o seu lugar foi escolhido o carioca Aristeu Leonardo Tavares. Rapidamente os conspiradores irão aparecer para dizer que agora é a vez dos clubes cariocas serem os beneficiados.

Aristeu Tavares à esquerda de Marin
Neuroses à parte, eu sigo com a minha teoria de anos: só se corrigirá a arbitragem brasileira, quando os nossos juízes e auxiliares forem profissionalizados. O futebol atingiu um índice de profissionalismo onde o único setor que não é 100% profissional é justamente aquele que fala pelas regras do jogo. Urge que nossos juízes recebam treinamento de ponta e que quando errem (sim, porque todo humano é passivo de erro) deem satisfação e justifiquem seus erros. Como fazem, por exemplo, jogadores e treinadores nas coletivas após as partidas.

O afastamento do auxiliar do jogo Santos x Corinthians abriu um precedente perigoso para o agora novo presidente da Conaf, Aristeu Leonardo Tavares, administrar. Sim, porque todo clube que se sentir lesado pela arbitragem vai pedir o afastamento de algum juiz ou auxiliar? Então meu caros amigos do Futebol e Samba terminaremos o ano sem árbitros para apitar os jogos. Com todo respeito!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A arbitragem em xeque

Este estadual do Rio é um inegável fracasso. Venha quem venha a ser o campeão eu não mudo o meu pensamento. Este foi um dos piores estaduaias de toda a rica história do futebol carioca. Mas se tinha uma coisa que vinha "dando certo" neste Carioca eram as arbitragens. Pelo menos não comprometiam. Mas esses verbos estão conjugados no passado porque os juízes resolveram aparecer justo agora na hora de definição do campeonato.

No sábado o eletrizante duelo entre Botafogo x Fluminense ficou manchado pelo lance que definiu a partida. O chute de Caio fez com que Herrera, impedido, participasse da jogada ao fazer um corta-luz e o árbitro validou o gol, de maneira errada. Isso não tira os méritos da vitória do Fogão, que jogou melhor e mereceu chegar à final da Taça Rio. Como cagada pouca é bobagem o juiz do jogo entre Flamengo x Vasco conseguiu ser ainda pior. Deixou de assinalar um pênalti claro à favor do Vasco, e conseguiu aparecer mais que o artilheiro do jogo: Vágner Love. Que também fique claro que a classificação do rubro-negro foi justíssima, pois tem um time muito superior e mais organizado que o rival.

O fato é que hoje tricolores e vascaínos estão lamentando uma arbitragem. Mas amanhã poderão estar aliviados com algum erro a seu favor. E certamente, um dia já foram beneficiados. A arbitragem brasileira erra, não por má fé ou corrupção como querem crer alguns torcedores, mas erra por ruindade, deficiência, desconhecimento da regra. E os dirigentes ao invés de tentarem mudar este panorama, só fazem dar declarações inflamadas e tomadas de emoção, sem nenhuma razão.

Os mandatários do futebol não querem que a arbitragem melhore, mas querem que os árbitros favoreçam somente as suas equipes. Os dirigentes do Vasco que hoje lamentam a arbitragem de domingo, são os mesmos que irão se calar diante de um possível benefício amanhã. Nem vou entrar no mérito da discussão de que o Vasco foi beneficiado por anos a fio durante a gestão de Eurico Miranda.

Na era do futebol extremamente profissional, de todos que estão envolvidos em um jogo de futebol, apenas os árbitros não são profisionais. Jogadores ganham rios de dinheiro para correr atrás de uma bola por 90 minutos. Treinadores recebem milhares de reais para armar equipes. Jornalistas possuem vários meios de se especializarem para dar a melhor opinião e retratar da maneira mais fiel possível o que acontece em uma partida. Mas e os árbitros? Para se ter uma ideia, um árbitro FIFA ganha, por jogo, R$ 2.800,00! Essa é a maior, digamos, "patente" que um juiz de futebol pode conseguir. Alguns jogadores ganham isso por hora.

Não dá para colocar apenas na conta dos juízes os seus próprios erros. A Comissão de Arbitragem da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (FFERJ) impede os seus profissionais de se explicarem após as partidas. Ora, se jogadores e treinadores têm de dar explicações, porquê não os juízes também? É preciso profissionalizar com urgência a profissão de árbitro. Nos dias de hoje não é possível manter a função de árbitro apenas. O sujeito tem de dividir com outra função, pois não consegue pagar as suas contas com apenas as diárias dos jogos.

Enquanto isso não for feito continuaremos a ver os juízes errando lances infantis, torcedores saindo das partidas indignados, dirigentes alimentando teorias da conspiração esdrúxulas e o espetáculo sendo maculado por esses erros. É preciso uma mudança de postura de todos os envolvidos no futebol. Já!