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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Depois do baile, hora de limpar o salão !

Nem o mais otimista torcedor brasileiro imaginou desfecho tão apoteótico. A seleção brasileira venceu todos os jogos na Copa das Confederações, com direito a um verdadeiro massacre na final contra o temido time da Espanha. A campanha foi inquestionável, com 14 gols marcados e apenas 3 sofridos. Mas a história recente orienta a não se empolgar tanto com o título da Copa das Confederações. Jamais o campeão do mundo venceu o torneio teste do ano anterior. A própria seleção, que venceu as últimas três edições do torneio, acabou caindo na Copa do Mundo.

Para chegar mais forte ainda no Mundial do Brasil, a seleção precisa jogar bem com maior regularidade. Nesta Copa das Confederações a única partida em que o Brasil foi soberano o jogo todo foi justamente a final contra os espanhois. Correu sérios riscos diante de México, Itália e principalmente Uruguai. Felipão parecia estar certo quando defendeu a tese de que acertando a defesa, era meio caminho andado para ter um time competitivo.


A defesa brasileira sofreu apenas três gols na competição, média de apenas 0,6 por partida. Mas Felipão sabe que o setor defensivo precisa de muitos ajustes para a Copa do Mundo. A dupla titular de zagueiros, Thiago Silva e David Luiz, apesar de excelentes tecnicamente vem jogando muito pilhada e em um duelo contra atacantes velozes e técnicos, isso pode ser fatal. A meu juízo saída de bola do time precisa melhorar. Não é raro ver Júlio César e os zagueiros arriscarem chutões. Tática equivocada a meu ver, uma vez que Luiz Gustavo e Paulinho tem qualidade para sair com a bola dominada.

A Copa das Confederações serviu, além de acertar um espinha dorsal, para mostrar ao mundo do futebol que não será fácil jogar contra o Brasil aqui no nosso território. A seleção brasileira dificilmente perde um jogo atuando em casa e o clamor popular que os jogos causaram será ainda mais forte ano que vem. O Brasil proporcionou ao torcedor um baile de futebol na final. Resta agora organizar o salão para a festa que realmente interessa: a Copa do Mundo, em 2014!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O retorno do Maraca

Foram longos 1.008 dias desde a última vez que este blogueiro pisou no Maracanã, no dia 26 de agosto de 2010, um Flamengo e Atlético-MG xoxo, que terminou 0 a 0 na estreia do atacante Diogo pela 16a. rodada do Brasileiro daquele ano. O estádio fechou de vez as portas para se modernizar para o Mundial de 2014, no dia 05 de setembro de 2010. E finalmente reabriu para um jogo oficial 2 anos e 9 meses depois.

No dia 02 de junho Brasil e Inglaterra empataram em 2 a 2 e daquele estádio sessentão só restaram o nome e a fachada. A partir deste momento contarei como foi todo meu processo de chegada no entorno e até o momento que retornei para minha casa, depois de novamente pisar o sagrado templo maior do futebol mundial.



O domingo amanheceu ensolorado no Rio, depois de alguns dias chuvosos. Como sempre gosto de fazer em dias de jogos de grande apelo, decidi ir para a região do estádio bem antes do jogo, afim de almoçar por lá e evitar maiores transtornos. Deixei a Zona Sul por volta do meio-dia e peguei o metrô na estação Catete. Excepcionalmente no domingo a linha 2 estava operando no esquema Pavuna-Botafogo devido ao jogo. Desembarquei na Estação São Cristóvão tranquilamente por volta de 12h30 e fui almoçar no restaurante Chicos, que fica na esquina das ruas General Canabarro com Luiz Gama. Aproximadamente 600 metros do estádio. Terminei a refeição perto de 14h30 e rumei para o entorno do Maraca.

Ao me aproximar do gigantesco estádio já me deparei com todas as ruas do entorno bloqueadas ao tráfego, o que facilitou o deslocamento dos torcedores. Me deparei com muitos voluntários ajudando o público a encontrar o seu acesso correto. Adquiri ingressos para a entrada F, na Avenida Radial Oeste.  Aliás, antes de continuar um relato sobre os ingressos. Comprei a minha entrada através do site Futebol Card e paguei por ele R$ 50,00 e uma taxa de R$ 7,50 de conveniência. Entretanto tive de encarar uma fila para resgatar os ingressos mesmo assim. Ora, para que comprar pela internet então, se o fiz justamente para fugir das filas. Coisas que só acontecem no país da Copa.


Voltando ao Maracanã. Demorei um pouco para encontrar meu setor pois acabei me confundindo e indo na direção contrário. Uma vez que me coloquei no lugar correto e me aproximei do acesso, tive de passar por um detector de metais, semelhante ao que tem nos aeroportos. Acessei o estádio por volta das 14h40 até finalmente passar por todas as barreiras que o acesso Fifa impõe. A minha entrada se deu por uma das rampas novas criadas para facilitar o escoamento do estádio. Elas são semelhantes às do Engenhão, circulares e bem largas. Como meu setor era o superior, tive de subir até o final.

Tal qual aconteceu na minha primeira vez no maior do mundo, ao cruzar a rampa que dá acesso à antiga arquibancada, hoje totalmente ocupada por cadeiras muito confortáveis, minha primeira sensação foi de impacto, ao me deparar com aquele gigante, totalmente remodelado e muito, mas muito bonito. Procurei o meu assento e não tive qualquer problema para encontrá-lo e também não tinha ninguém lá sentado. Consumi apenas uma água durante os 90 minutos e gastei R$ 4,00.

É claro que fiz várias fotos para a posteridade, pois eu insisto, o Maracanã ficou deslumbrante e totalmente diferente. Em nada lembra o antigo. Ao final do jogo, um pouco frustrado pelo resultado, percebi que em menos de 5 minutos o estádio já estava quase que totalmente vazio. Esse, aliás, era um grande problema do velho Maracanã: a saída. Para deixar o estádio utilizei a rampa Monumental da UERJ, que estava desativada há anos. Em seguida acessei a passarela do metrô, por volta das 18h30 da noite. Demorei aproximadamente 30 minutos até entrar no vagão, entre filas e acessos na estação Maracanã. Cheguei no Catete 19h, em total segurança e sem sofrer qualquer percalço durante minha estadia no Maracanã e em seu entorno. O evento teste, ao menos a meu juízo, foi aprovado.

O Maracanã sempre será o Maracanã. Está muito diferente, mas é uma questão de adaptação do torcedor. E convenhamos, adaptar-se ao conforto é muito mais fácil que o contrário.

domingo, 26 de maio de 2013

Neymar no maior do mundo

Neymar decidiu permanecer no Santos quando tinha propostas de fora, em 2010. Mas a permanência foi condicionada ao pagamento de um salário no nível das maiores estrelas do futebol internacional. Com o apoio de mais de 10 empresas os vencimentos do craque ficaram garantidos, mas o Barcelona já havia acertado com o craque para ele ir pra Espanha após o término do contrato, depois da Copa do Mundo.
Neymar irá brilhar no Barça (Foto: Montagem do jornal Mundo Deportivo)
A princípio o Santos não receberia nada com a transferência, mas não é verdade. O clube lucrou muito com a permanência de Neymar, sua marca dobrou de valor e o lucro com o craque, em diversas frentes, superou os R$ 100 milhões. Isso sem falar nos ganhos dentro de campo, com títulos. O Santos, portanto, recebeu e muito.

Neymar iria ficar até o fim da Copa, não fossem acontecimentos externos que forçaram sua ida 1 ano antes. O time do Santos se desfez e o jogador ficou sobrecarregado dentro de campo, desgastando-se. O Real Madrid entrou forte na jogada para tentar tirar o jogador do rival. E o próprio Barcelona fez uma temporada irregular, forçando sua diretoria a fazer uma contratação de impacto. O acordo foi apenas antecipado, não há surpresa. Tanto que o clube catalão já estava pagando um gordo seguro para o caso de Neymar se machucar.

Eu não tenho dúvida alguma de que Neymar vá brilhar no Barcelona. Sua parceria com Messi vai entrar para a história do futebol e a seleção brasileira só terá a ganhar com esta transferência. Jogando na Europa, Neymar criará uma consciência tática que não possui hoje. Aprenderá a jogar de pé (sem cair a cada sopro do adversário) e verá como seu futebol irá melhorar ao jogar de maneira mais coletiva. Portanto, todos sairão ganhando. Boa sorte pra ele!

terça-feira, 14 de maio de 2013

O 'modus operandi' de Felipão

Quando Felipão foi anunciado como treinador da seleção brasileira no lugar de Mano Menezes, eu avisei que as suas atitudes e seu modo de trabalhar seriam os mesmos daqueles de 2001 e 2002. Suas convicções táticas, sua recusa em falar sobre não convocados, seu gosto por trabalhar com jogadores de sua confiança e raramente convocar para uma competição algum atleta que não tenha sido testado antes. Esse é o "modus operandi" dele e foi com ele que o treinador ganhou tantos títulos em sua carreira. Isso não vai mudar.

A lista definitiva da Copa das Confederações anunciada na manhã desta terça, 14, no Rio de Janeiro, só teve uma grande novidade, que foi a surpreendente troca de jogadores do Atlético-MG na convocação, saiu Ronaldinho e entrou Bernard. Os demais nomes eram esperados e poucas eram as dúvidas. Neste aspecto a lista foi coerente e a meu ver conta com os melhores jogadores para tentarem dar ao Brasil o título da Copa das Confederações.

Felipão durante o anúncio, no Rio. (Foto: André Durão/Globoesporte.com)

Eis a lista:

Goleiros: Julio Cesar (Queens Park Rangers-ING); Jefferson (Botafogo) e Diego Cavalieri (Fluminense);
Laterais: Daniel Alves (Barcelona-ESP); Jean (Fluminense); Marcelo (Real Madrid) e Filipe Luis (Atlético de Madrid-ESP);
Zagueiros: Thiago Silva (Paris Saint Germain-FRA); David Luiz (Chelsea-ING); Dante (Bayern de Munique-ALE) e Réver (Atlético Mineiro);
Volantes: Paulinho (Corinthians); Fernando (Grêmio); Luiz Gustavo (Bayern de Munique-ALE) e Hernanes (Lazio-ITA);
Meias: Oscar (Chelsea-ING); Bernard (Atlético Mineiro); Jadson (São Paulo) e Lucas (Paris Saint Germain-FRA);
Atacantes: Neymar (Santos), Fred (Fluminense), Hulk (Zenit-RUS) e Leandro Damião (Internacional).

Durante a coletiva de anúncio dos 23 convocados, Felipão, Parreira e o presidente da CBF, José Maria Marin, invocaram a velha e batida estratégia de invocar o espírito nacionalista do povo brasileiro com relação à sua seleção. Como se estivéssemos em 1970, faltou só ecoar no salão do hotel Sofitel a lendária música "Pra frente Brasil". Esse tipo de estratégia não cola mais e se mostrou furada na última Copa, quando Dunga quis imprimir um espírito excessivamente guerreiro no time brasileiro e todos lembramos o que houve.

Espírito de porco à parte, acredito que se Felipão conseguir dar uma cara a este time e os jogadores conseguirem um entrosamento dá para acreditar que o Brasil possa brigar pelo título da Copa das Confederações. Na minha opinião faltaram na lista os nomes de Alexandre Pato e Ramires. Os demais nomes eu também levaria. Boa sorte à seleção, mas sem essa de "ame-o ou deixe-o".

segunda-feira, 29 de abril de 2013

O Maraca é nosso?

O novo Maraca em nada lembra o velho...

 Muito se falou sobre a "reabertura" do Maracanã, que aconteceu no último sábado, 27. Os mais saudosistas lamentaram a morte do velho Maraca, onde o rico e o pobre se encontravam no Rio, em prol do futebol. Os defensores de que era preciso renovar se encantaram com a beleza do novo estádio, que é inegável que ficou lindo, mas fecharam os olhos para o inacabamento de uma obra que já teve sua entrega adiada três vezes. E tenho cá minhas dúvidas que ele fique realmente pronto até o fim de maio, data limite estipulada pela Fifa para a Copa das Confederações.


O grande cerne desta questão, na minha opinião, está calcado em dois pilares gravíssimos. O primeiro deles é o assustador desperdício de dinheiro público para um objetivo supérfluo em um país que ainda tem uma saúde doente e uma educação primária. As obras do Maracanã custaram próximo de R$ 1 bilhão desde 2005 até hoje. E com sua privatização nem 50% deste valor será recuperado. Ou seja, R$ 500 milhões de dinheiro público foi pelo ralo. E não há conforto ou modernidade que justifique tal desperdício. E nem Copa do Mundo.

O outro fator, de ordem sociológica e ideológica e, portanto, menos grave, é a latente elitização que engole o futebol brasileiro desde o início deste século. E esta obra do Maracanã é um ponto definitivo neste aspecto. A geral não existe mais, a arquibancada foi definitivamente substituída pela cadeira numerada, famosa na canção "O campeão", de Neguinho da Beija-Flor. O novo Maracanã ficou belo, mas será para poucos, muito pocos.

Dilema tricolor

O técnico Abel Braga vive um dilema decisivo nesta altura da temporada. E tudo dependerá do resultado diante do Emelec no Equador nesta quarta. Se vencer bem, poderá usar o que tem de melhor na final da Taça Rio contra o Botafogo, que é favorito e tem a vantagem de empatar para ficar com o título. Mas e se o Fluminense precisar fazer o resultado na outra semana contra os equatorianos? Abel poupará seus principais jogadores diante do Bota? Vale lembrar que em 2012, Abel sacrificou Deco para ficar com o título Carioca, mas perdeu o meia para o jogo de volta contra o Boca pelas quartas da Libertadores e acabou eliminado. Valeu a pena?

Começou bem

Como era esperado, o deputado estadual Chiquinho da Mangueira (PMDB-RJ) foi eleito o novo presidente da agremiação. E suas primeiras medidas foram acertadíssimas, as contratações da carnavalesca Rosa Magalhães (campeã do carnaval 2013 com a Vila Isabel) e do coreógrafo Carlinhos de Jesus, que volta à escola onde fez seus melhores trabalhos. Que todos tenham boa sorte na recondução da Velha Manga aos caminhos das vitórias...

Falando nisso, PARABÉNS ESTAÇÃO PRIMEIRA !

Mequetrefes

Precisavam reabrir o principal estádio do Brasil na Copa com este amistoso sem sal entre amigos do Ronaldo e amigos do Bebeto? Deixaram de fora os maiores nomes que fizeram a história do Maraca! Bola fora.....

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Em que planeta vive Felipão ?

O empate do Brasil diante do Chile no novíssimo e moderno Mineirão não deve ser levado à ferro e fogo porque alguns de nossos principais jogadores não puderam atuar, pois o duelo não foi em uma data oficial da Fifa. Só que mesmo assim arrancar um ponto diante do outrora freguês Chile, tendo sido dominado a maior parte do encontro é algo constrangedor. Ainda mais preocupante é notar que as convicções que Felipão tem de futebol são mais apropriadas aos anos 2000.

Felipão tem convicções táticas da década passada. (Foto: Karime Xavier/Folhapress)

A entrevista que nosso treinador deu essa semana para o jornal Folha de São Paulo é estarrecedora. Entre outros absurdos, Felipão afirma que volante com caraterísticas de boa saída de bola é bom apenas para imprensa, que nosso time está no nível dos principais favoritos à Copa e assegura que prefere a seleção de 1994 à de 1982, pois a primeira foi vencedora. E bradou, depois que o Barcelona foi humilhado pelo Bayern de Munique da Champions League, "quero ver agora pedirem para o Brasil jogar como eles". Como se tudo que os espanhois fizeram nos últimos cinco anos fosse desprezível.

A realidade é que a escolha de Felipão para treinar o Brasil foi um tremendo tiro no pé de dona CBF. Seus conhecimentos táticos, de que é preciso volantes marcadores, laterais velozes e atacantes altos, podiam funcionar lá em 2002, mas em pleno 2013, estão totalmente ultrapassados. Será que Felipão assiste os jogos da Champions League ?

Massacre Alemão

Falando na principal competição interclubes do mundo, o que dizer dos dois autênticos bailes de bola aplicados pelos alemães do Bayern de Munique e do Borussia Dortmund aos poderosos espanhois do Barcelona e do Real Madrid? Em dois jogos, 8 a 1. Aquilo sim é um futebol  moderno, com volantes inteligentes, atacantes rápidos, goleadores e aplicados taticamente. A Alemanha joga hoje o melhor futebol do mundo e pode ser tetra campeã do mundo em pleno país do futebol.

A titulo de curiosidade para os superticiosos: O Brasil foi tetra em 1994, 24 anos depois de ser tri em 1970. A Itália também esperou os mesmos 24 anos até ser tetra em 2006. A Alemanha, tricampeã em 1990, completa 24 anos na fila em 2014. Xiiiiii......

Perguntar não ofende

Esquecendo a questão salarial e financeira, e atendo-me apenas no aspecto técnico, questiono o seguinte: será que Ibson está tão mal assim que nem na reserva deste Flamengo ele tem futebol para estar?

Em tempo...

Muda Mangueira !!!!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Os homens de Felipão

Foi sem muitas surpresas, como era de se esperar, a primeira convocação da seleção brasileira, agora sob o comando de Luiz Felipe Scolari. O único nome que me pegou de surpresa foi o do zagueiro Dante, do Bayern de Munique-ALE, que confesso jamais vi jogar uma partida. Estão de volta os goleiros Júlio César e Diego Alves, além dos Filippi Luis e Miranda. Felipão promoveu ainda os retornos de Ronaldinho Gaúcho, Hernanes e Luís Fabiano.

Como era anunciado o novo técnico da seleção manteve a base deixada pelo seu antecessor, Mano Menezes. Mas já fica claro que ele quer se cercar de jogadores tarimbados e rodados no futebol internacional, mesclados com os novos talentos. É válido ressaltar ainda que alguns atletas não foram chamados, mas são nomes certos em futuros chamados, casos de Thiago Silva e Marcelo.


Eu sinceramente gostei dos nomes escolhidos por Felipão, com ressalvas apenas aos goleiros. Não dá para entender a convocação de Júlio César, que só faz falhar desde que chegou ao topo como melhor goleiro do mundo antes da Copa de 2010. Diego Alves também já teve melhores momentos, apesar de achá-lo um goleiro medíocre. Deixar Diego Cavalieri de fora é totalmente desproposital. Ele é disparado o melhor goleiro brasileiro hoje.

Entre um nome ou outro a se discordar, dependendo do gosto de cada um, a lista está longe de ser ruim. Ronaldinho está de volta e, a meu ver, com justiça pelo futebol apresentado em 2012, apesar de considerar desnecessário levá-lo para amistosos. O nome de Hernane faz justiça a um belo jogador, que vinha sendo injustificavelmente preterido por Mano Menezes. A conferir o desempenho do time em 6 de fevereiro contra a Inglaterra em Londres.

Eis a primeira lista de Felipão:

Goleiros: Julio Cesar - QPR (ING) e Diego Alves - Valencia (ESP);

Laterais: Daniel Alves - Barcelona (ESP), Adriano - Barcelona (ESP) e Filipe Luís - Atlético de Madri (ESP);

Zagueiros: David Luiz - Chelsea (ING), Leandro Castán - Roma (ITA), Dante - Bayern de Munique (ALE) e Miranda - Atlético de Madri (ESP);

Meio-Campistas: Paulinho - Corinthians, Ramires - Chelsea (ING), Arouca - Santos, Ronaldinho Gaúcho - Atlético-MG, Hernanes - Lazio (ITA), Oscar - Chelsea (ING) e Lucas - PSG (FRA);

Atacantes: Luis Fabiano - São Paulo, Neymar - Santos, Fred - Fluminense e Hulk - Zenit (RUS).

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Populismo no Futebol

Um dos mais antigos estratagemas políticos, é a prática do populismo. Tal prática significa agradar as massas (o chamado povão) com medidas nem sempre acertadas, mas indiscutivelmente populares. Pois foi desta forma que o presidente da CBF José Maria Marin agiu ao escolher Luiz Felipe Scolari, o Felipão, para ser o técnico da seleção brasileira, em substituição a Mano Menezes. A manobra política que destituiu o ex-treinador de Corinthians e Grêmio, derrubou também Andrés Sanchez e fez retornar, além de Felipão, o tetra-campeão Carlos Alberto Parreira.

Marin é um politico tarimbado, já tendo sido vereador, vice-governador e até governador em São Paulo. Ele deixou bem claro na coletiva de apresentação de Parreira e Felipão, que o "povo brasileiro está satisfeito" com a escolha e que agora sim irá abraçar a seleção brasileira. O próprio Parreira disse que é "preciso trazer o povo para junto da seleção". Mais parecia um discurso inflamado de um deputado da Arena, o partido da ditadura militar.

A escolha de Parreira para a vaga de diretor-técnico, justiça seja feita, eu considerei acertada. O cargo de diretor de seleções, deixado vago por Andrés Sanchez, foi extinto. Parreira tem bagagem internacional e está indo para seu oitavo Mundial, além de possuir o nível desejado que a liturgia do cargo exige. Características que faltavam no bronco Andrés Sanchez.

Felipão volta à Seleção. "O hexa é obrigação"

Respeito muito o currículo de Felipão como treinador e como qualquer brasileiro lhe sou grato pela conquista do penta-campeonato mundial, em 2002. Entretanto já se passaram dez anos e Ronaldo, Rivaldo, Roberto Carlos, Cafu e Marcos já deixaram o futebol e a nossa seleção hoje não é mais o bicho papão de outrora. Felipão, que é um exímio ganhador de títulos, viu suas conquistas minguarem no período. Tanto que desde 2002 conquistou o pífio campeonato nacional do Uzbequistão em 2009 e a Copa do Brasil neste ano com o Palmeiras. E só.

Felipão fez um péssimo trabalho no Palmeiras, tendo sido responsável direto pelo rebaixamento do clube paulista no atual Campeonato Brasileiro. Sua escolha para comandar a seleção brasileira é muito mais baseada em superstição do que em seus recentes trabalhos que, reitero, foram muito ruins. Marin acredita em uma reedição da Família Scolari para conquistar o hexa jogando em solo brasileiro. E Felipão já disse que conquistar a Copa "é obrigação. É o popular jogar pra galera!  

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Manobra política

Mano Menezes assumiu a seleção brasileira em agosto de 2010, depois de uma má campanha na Copa do Mundo da África do Sul, com o objetivo de fazer uma renovação no time, que disputou o mundial com a maior média de idade da história. A equipe de Mano fracassou na principal competição que disputou, a Copa América e nos amistosos contra as principais seleções do mundo. Sem falar na vexatória derrota na final olímpica. Mas sua demissão acontece justamente no momento em que o gaúcho vivia seu melhor momento no comando do time, com uma escalação aprovada pela maioria dos torcedores, algo raro.

Fato que nos leva a pensar que o treinador foi afastado muito mais por uma manobra política, do que por uma análise fria de seus resultados. Mano Menezes foi contratado por Ricardo Teixeira e recebeu imenso lobby de Andres Sanchez, com quem trabalhara no Corinthians. Pois com a saída de Teixeira e a chegada do grupo de José Maria Marín ao poder na CBF, tanto Mano quanto Sanchéz vêm sendo fritados. Marín nunca escondeu sua predileção por Felipão. Sanchéz foi voto vencido e também não deve durar no cargo de diretor de seleções.

Demissão de Mano pegou todo mundo de surpresa.

Acredito que a decisão de retirar Mano do cargo tenha sido tomada ainda em agosto, ao final das Olimpíadas de Londres, quando a seleção brasileira mais uma vez fracassou no intuito de trazer o ouro olímpico. De lá pra cá, Mano acertou o time com as entradas de Paulinho e Ramires na cabeça de área e o retorno de Kaká, que ao lado de Oscar comandava o meio-campo. Restava definir se Neymar jogaria ao lado de um centro-avante ou se atuaria com outro atacante que atasse pelo lado do campo, como o próprio atleta do Santos.

Mano Menezes foi escolhido para comandar a seleção depois da recusa de Muricy Ramalho, que não queria romper o contrato recém iniciado com o Fluminense. Em pouco mais de dois anos à frente do Brasil, disputou 40 partidas, com 27 vitórias, seis empates e sete derrotas. Aproveitamento superior a 70%. Entretanto a seleção fracassou na Copa América (ao cair nas quartas de final) e nas Olimpíadas (ao ficar com a prata). A principal crítica ao trabalho de Mano: nenhuma vitória contra os times principais das maiores seleções do mundo, como Argentina, Alemanha e França.

Felipão é o favorito de Marín e seu grupo político e sua recusa em assumir o Grêmio recentemente pode ser sintomática. O grupo de Sanchéz quer emplacar Tite, que caso seja campeão do mundo com o Corinthians pode ganhar força. O jornalista Lúcio de Castro, da ESPN, publicou em seu blog que Sanchéz irá romper com Marín e deve sair candidato à presidência da CBF. E no meio destas negociatas e reuniões à portas fechadas está o time brasileiro, que à seis meses da Copa das Confederações e há um ano e meio da Copa do Mundo, precisa de uma definição urgente de seu novo comandante.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O grupo da Copa

Devo admitir. Dunga, no comando da seleção brasileira, tem feito um trabalho incontestável. Venceu as duas competições oficiais que disputou (exceto a oOimpíada, que não foi disputada com a equipe principal). Foi até capenga na Copa América, mas ganhou goleando a maior rival, a Argentina, por 3 a 0.

Agora, o título da Copa das Confederações foi absolutamente incontestável. 5 jogos. 5 vitórias. 14 gols marcados. 5 gols sofridos. Se a seleção não deu espetáculo (esteve longe disso, na minha visão) foi, de longe, a mais eficiente e competitiva do torneio. E isso faz, sim, da seleção canarinho a grande favorita ao hexa na Copa de 2010.

Copa que será disputada em pouco menos de um ano, na África do Sul. Acredito que entre 40 e 50% do grupo de jogadores que vai ao Mundial está definido na cabeça de Dunga.

Vamos a um exercício de futurologia:

Goleiros:

Júlio César (confirmado): O maior goleiro do mundo é inconteste. Estará na África!

As outras duas vagas estão em aberto. Dunga chamou várias vezes Doni e Gomes. Para a Copa das Confederações levou Vítor. Mas não testou nenhum dos dois. Alguns ainda crêem em Marcos. Nomes como Bruno (Flamengo), Diego Alves (Almería) e Felipe (Corinthians) podem pintar nas próximas convocações para teste.

Laterais:

Daniel Alves (confirmado): Marcou um gol histórico nas semifinais. Agradou improvisado na ala esquerda.

Maicon (confirmado): Apesar do fraco desempenho nas finais da Copa das Confederações, tem muito crédito com Dunga. A lateral direita está decidida para o Mundial.

A ala esquerda é o único setor da equipe que está totalmente vago. Vários atletas foram testados por Dunga ao longo destes 3 anos. Kléber e André Santos não corresponderam na competição. Esperança para Juan (Flamengo), Fábio Aurélio (Liverpool), Marcelo (Real Madrid) e até dos próprios jogadores que jogaram a Copa das Confederações.

Zagueiros:

Juan (confirmado): Jogador que faz parte da espinha dorsal da confiança do treinador, ao lado de Júlio César, Lúcio, Gilberto Silva, Kaká e Robinho. Só não vai ao Mundial se não se recuperar das lesões musculares que prejudicaram seu desempenho nesta temporada.

Lúcio (confirmado): Será o capitão na Copa de 2010!

Mais duas vagas estão em aberto. Os favoritos são Thiago Silva (Milan), Miranda (São Paulo) e Luisão (Benfica). Está mais para os dois últimos. Thiago Silva não joga há 6 meses.

Volantes:

Gilberto Silva (confirmado): Assim como Lúcio, é a voz de Dunga dentro do grupo. Só uma lástima o retira do Mundial.

Felipe Mello (confirmado): Excetuando os grandes gênios do futebol, nunca foi visto na história da seleção jogador com tamanha personalidade e que jogou todos os jogos como titular desde a estreia, em fevereiro deste ano. É só manter o bom desempenho e garante a presença na África.

As outra vaga (ou duas, dependendo de Dunga) deve ficar com Josué. Se Dunga optar por duas, pode ser que Mineiro reapareça. Eu duvido.

Meias:

Kaká (confirmado): O dono do time. Com toda justiça!

Dentre os meias apenas Kaká está confirmado. Na Copa das Confederações foram convocados Kléberson, Ramires e Júlio Batista. Ronaldinho Gaúcho, se voltar a atuar em alto nível, terá vaga assegurada. É bom espiar o desempenho de Ibson e Hernanes no Campeonato Brasileiro.

Atacantes:

Robinho (confirmado): Apesar do desempenho pífio na Copa das Confederações e de não jogar nada há um bom tempo, inacreditavelmente Dunga o adora. Estará no mundial.

As três vagas restantes serão para o setor onde a disputa será mais acirrada. Nem tanto pelo número de vagas, mas pela qualidade de seus postulantes. Que seleção no mundo se dá ao luxo de dispor de Adriano, Ronaldo, Nilmar, Fred, Alexandre Pato, Nilmar, Luís Fabiano (este era para estar confirmadíssimo, mas terá de esperar um pouco mais). Acredito que Dunga vá esperar para ver o desempenho de Adriano e Ronaldo. Se atuarem bem, vão á Copa, principalmente o imperador. Aí a outra vaga seria disputada entre Nilmar e Pato. O primeiro agradou mais nos jogos das eliminatórias e Copa das Confederações.

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Agora é aguardar os jogos restantes das eliminatórias e conferir na Copa, ano que vem, se meus prognósticos têm algum fundamento.