Samba e Futebol são expressões muito próprias da cultura brasileira. E aqui neste espaço eu, modestamente, vou tentar falar dos dois. Todos que tiverem bons argumentos são bem-vindos aqui!
sábado, 8 de junho de 2013
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Acabou o amor...
A diretoria do Flamengo decidiu demitir o técnico Jorginho após nova derrota no Campeonato Brasileiro, desta vez para o Náutico, que era o lanterna do campeonato. O rubro-negro ocupa a vice-lanterna na tabela de classificação e já começa a temer o risco de rebaixamento, apesar de o campeonato estar apenas começando. A realidade é que Jorginho ainda não tem cacife para treinar um time grande e mostrou isso claramente durante as partidas, uma vez que não conseguiu definir um time.
A nova diretoria do clube, que vem acertando muito nos aspectos administrativos, não consegue se encontrar quando o assunto é o departamento de futebol, talvez porque os líderes da antiga Chapa Azul não tenham experiência em futebol. As contratações até aqui foram equivocadas e a escolha de Jorginho para comandar o clube se mostrou desastrada. E agora vem o dilema, contratar um técnico de ponta e rasgar a política de austeridade financeira ou trazer um profissional de menos impacto, mas correr o risco de repetir o erro com Jorginho?
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| Jorginho estava perdido e sua demissão foi acertada. |
As vitórias conquistadas pela diretoria ao conseguir as Certidões Negativas de Débito (CND) possibilitaram o aporte de patrocínios e recuperaram a imagem do Fla no mercado, mas sacrificaram a montagem de um time competitivo, uma vez que o clube não possui dinheiro para altos investimentos. Prova disso foram as dispensas de Vágner Love, Ibson e do treinador Dorival Júnior, que possuíam altos salários, mas também muita experiência e bagagem no futebol.
Na mina visão, a diretoria deveria repensar um pouco esta política de austeridade. Afinal, o Flamengo não é uma empresa como as outras. É preciso trabalhar com bom senso e respeitar as tradições do clube. Em uma empresa normal quando se precisa cortar gastos, parte-se para o choque de gestão e não importa o departamento que precise ser atingido. Mas no Flamengo não se pode agir tão friamente. Afinal, vai que o clube caia e esses dirigentes entram para a história como os primeiros a rebaixarem o Flamengo. Precisam pensar e muito nisso!
quarta-feira, 5 de junho de 2013
O retorno do Maraca
Foram longos 1.008 dias desde a última vez que este blogueiro pisou no Maracanã, no dia 26 de agosto de 2010, um Flamengo e Atlético-MG xoxo, que terminou 0 a 0 na estreia do atacante Diogo pela 16a. rodada do Brasileiro daquele ano. O estádio fechou de vez as portas para se modernizar para o Mundial de 2014, no dia 05 de setembro de 2010. E finalmente reabriu para um jogo oficial 2 anos e 9 meses depois.
No dia 02 de junho Brasil e Inglaterra empataram em 2 a 2 e daquele estádio sessentão só restaram o nome e a fachada. A partir deste momento contarei como foi todo meu processo de chegada no entorno e até o momento que retornei para minha casa, depois de novamente pisar o sagrado templo maior do futebol mundial.
O domingo amanheceu ensolorado no Rio, depois de alguns dias chuvosos. Como sempre gosto de fazer em dias de jogos de grande apelo, decidi ir para a região do estádio bem antes do jogo, afim de almoçar por lá e evitar maiores transtornos. Deixei a Zona Sul por volta do meio-dia e peguei o metrô na estação Catete. Excepcionalmente no domingo a linha 2 estava operando no esquema Pavuna-Botafogo devido ao jogo. Desembarquei na Estação São Cristóvão tranquilamente por volta de 12h30 e fui almoçar no restaurante Chicos, que fica na esquina das ruas General Canabarro com Luiz Gama. Aproximadamente 600 metros do estádio. Terminei a refeição perto de 14h30 e rumei para o entorno do Maraca.
Ao me aproximar do gigantesco estádio já me deparei com todas as ruas do entorno bloqueadas ao tráfego, o que facilitou o deslocamento dos torcedores. Me deparei com muitos voluntários ajudando o público a encontrar o seu acesso correto. Adquiri ingressos para a entrada F, na Avenida Radial Oeste. Aliás, antes de continuar um relato sobre os ingressos. Comprei a minha entrada através do site Futebol Card e paguei por ele R$ 50,00 e uma taxa de R$ 7,50 de conveniência. Entretanto tive de encarar uma fila para resgatar os ingressos mesmo assim. Ora, para que comprar pela internet então, se o fiz justamente para fugir das filas. Coisas que só acontecem no país da Copa.
Voltando ao Maracanã. Demorei um pouco para encontrar meu setor pois acabei me confundindo e indo na direção contrário. Uma vez que me coloquei no lugar correto e me aproximei do acesso, tive de passar por um detector de metais, semelhante ao que tem nos aeroportos. Acessei o estádio por volta das 14h40 até finalmente passar por todas as barreiras que o acesso Fifa impõe. A minha entrada se deu por uma das rampas novas criadas para facilitar o escoamento do estádio. Elas são semelhantes às do Engenhão, circulares e bem largas. Como meu setor era o superior, tive de subir até o final.
Tal qual aconteceu na minha primeira vez no maior do mundo, ao cruzar a rampa que dá acesso à antiga arquibancada, hoje totalmente ocupada por cadeiras muito confortáveis, minha primeira sensação foi de impacto, ao me deparar com aquele gigante, totalmente remodelado e muito, mas muito bonito. Procurei o meu assento e não tive qualquer problema para encontrá-lo e também não tinha ninguém lá sentado. Consumi apenas uma água durante os 90 minutos e gastei R$ 4,00.
É claro que fiz várias fotos para a posteridade, pois eu insisto, o Maracanã ficou deslumbrante e totalmente diferente. Em nada lembra o antigo. Ao final do jogo, um pouco frustrado pelo resultado, percebi que em menos de 5 minutos o estádio já estava quase que totalmente vazio. Esse, aliás, era um grande problema do velho Maracanã: a saída. Para deixar o estádio utilizei a rampa Monumental da UERJ, que estava desativada há anos. Em seguida acessei a passarela do metrô, por volta das 18h30 da noite. Demorei aproximadamente 30 minutos até entrar no vagão, entre filas e acessos na estação Maracanã. Cheguei no Catete 19h, em total segurança e sem sofrer qualquer percalço durante minha estadia no Maracanã e em seu entorno. O evento teste, ao menos a meu juízo, foi aprovado.
O Maracanã sempre será o Maracanã. Está muito diferente, mas é uma questão de adaptação do torcedor. E convenhamos, adaptar-se ao conforto é muito mais fácil que o contrário.
domingo, 26 de maio de 2013
Neymar no maior do mundo
Neymar decidiu permanecer no Santos quando tinha propostas de fora, em 2010. Mas a permanência foi condicionada ao pagamento de um salário no nível das maiores estrelas do futebol internacional. Com o apoio de mais de 10 empresas os vencimentos do craque ficaram garantidos, mas o Barcelona já havia acertado com o craque para ele ir pra Espanha após o término do contrato, depois da Copa do Mundo.
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| Neymar irá brilhar no Barça (Foto: Montagem do jornal Mundo Deportivo) |
A princípio o Santos não receberia nada com a transferência, mas não é verdade. O clube lucrou muito com a permanência de Neymar, sua marca dobrou de valor e o lucro com o craque, em diversas frentes, superou os R$ 100 milhões. Isso sem falar nos ganhos dentro de campo, com títulos. O Santos, portanto, recebeu e muito.
Neymar iria ficar até o fim da Copa, não fossem acontecimentos externos que forçaram sua ida 1 ano antes. O time do Santos se desfez e o jogador ficou sobrecarregado dentro de campo, desgastando-se. O Real Madrid entrou forte na jogada para tentar tirar o jogador do rival. E o próprio Barcelona fez uma temporada irregular, forçando sua diretoria a fazer uma contratação de impacto. O acordo foi apenas antecipado, não há surpresa. Tanto que o clube catalão já estava pagando um gordo seguro para o caso de Neymar se machucar.
Eu não tenho dúvida alguma de que Neymar vá brilhar no Barcelona. Sua parceria com Messi vai entrar para a história do futebol e a seleção brasileira só terá a ganhar com esta transferência. Jogando na Europa, Neymar criará uma consciência tática que não possui hoje. Aprenderá a jogar de pé (sem cair a cada sopro do adversário) e verá como seu futebol irá melhorar ao jogar de maneira mais coletiva. Portanto, todos sairão ganhando. Boa sorte pra ele!
Neymar iria ficar até o fim da Copa, não fossem acontecimentos externos que forçaram sua ida 1 ano antes. O time do Santos se desfez e o jogador ficou sobrecarregado dentro de campo, desgastando-se. O Real Madrid entrou forte na jogada para tentar tirar o jogador do rival. E o próprio Barcelona fez uma temporada irregular, forçando sua diretoria a fazer uma contratação de impacto. O acordo foi apenas antecipado, não há surpresa. Tanto que o clube catalão já estava pagando um gordo seguro para o caso de Neymar se machucar.
Eu não tenho dúvida alguma de que Neymar vá brilhar no Barcelona. Sua parceria com Messi vai entrar para a história do futebol e a seleção brasileira só terá a ganhar com esta transferência. Jogando na Europa, Neymar criará uma consciência tática que não possui hoje. Aprenderá a jogar de pé (sem cair a cada sopro do adversário) e verá como seu futebol irá melhorar ao jogar de maneira mais coletiva. Portanto, todos sairão ganhando. Boa sorte pra ele!
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Embaixada Carioca: o Flamengo em Juiz de Fora
Juiz de Fora é uma cidade da zona da mata mineira, com pouco mais de 500 mil habitantes, e uma das mais importantes do estado de Minas Gerais. Entretanto, pela proximidade com o Rio de Janeiro (cerca de 150 km), o povo juizforano costuma ser muito mais adepto da cultura e dos times cariocas que dos mineiros. A simpática cidade é muito mais conhecida como embaixada carioca do que por qualquer outro motivo. Por isso, por lá as torcidas de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco superam facilmente a dos mineiros Cruzeiro e Atlético.
O Flamengo volta à Juiz de Fora, depois de quase seis anos de sua última partida por lá (vitória por 3 a 1 sobre o América-RN). Sem estádio para jogar na capital fluminense, o Fla começará por JF uma espécie de turnê por vários estados brasileiros. Com uma legião de rubro-negros na cidade mineira, a história rubro-negra na cidade tem momentos gloriosos e dramáticos para o Flamengo.
Ao entrar em campo para enfrentar o Campinense logo mais, o time do Flamengo atuará pela 40a. vez em Juiz de Fora. Para avançar à terceira fase da Copa do Brasil, basta um empate ou até mesmo uma derrota por 1 a 0. Se perder por 2 a 1 a decisão da vaga se definirá nos pênaltis. Nas outras 39 vezes em que jogou em JF, o Fla saiu vencedor 25 vezes, empatou oito e perdeu apenas seis, a última delas em 1990 para o Grêmio, por 1 a 0.
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| Estádio Radialista Mário Helênio deve estar lotado logo mais. |
Sempre que precisou da força da torcida juizforana, o Fla obteve apoio incondicional. Na primeira conquista da Copa do Brasil, em 1990, o Fla jogou a final em Juiz de Fora contra o Goiás. O último gol em partida oficial marcado por Zico, também aconteceu no estádio Radialista Mário Helênio, em uma goleada aplicada sobre o Fluminense: 5 a 0. Esta partida marcou a inauguração do estádio municipal.
Entretanto nem tudo foram flores em Juiz de Fora. Em algumas oportunidades o Fla usou a força da torcida local para escapar da fúria dos cariocas, quando o clube beirava o rebaixamento à segunda divisão. Em 2001, com uma queda que parecia iminente, o Fla mandou os confrontos contra Internacional e Palmeiras em Juiz de Fora e saiu vitorioso nas duas oportunidades, mantendo-se na primeira divisão.
Desta vez a situação é bem mais tranquila e o Fla é franco favorito para avançar de fase. A diretoria rubro-negra prometeu mandar outros jogos pelo Campeonato Brasileiro em Juiz de Fora. A diretoria inclusive já confirmou o jogo contra a Ponte Preta (dia 25/05) para a cidade. Os mineiros mais cariocas do Brasil certamente irão lotar o Mário Helênio sempre que o Flamengo estiver por lá.
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